03 setembro 2008

Dias diferentes

Somos chatos, não? Se a vida está na mesma, reclamamos. Se muda, reclamamos. Se aparecem novidades, novos desafios, reclamamos. Se os momentos bons vêm só depois de muito esforço, reclamamos, se vêm fácil demais... desconfiamos.
Diante da lista de planos que todos nós fazemos - conscientemente ou não - é bem óbvio que pouco ou quase nada sairá de acordo com o roteiro. Não há como encaixar em um planejamento zilhões de coisas que não dependem da nossa vontade. Não controlamos nem a nós mesmos, que dirá algo de fora.
Aparece um sentimento de frustração pelo que deveria ter sido feito e não foi. Ainda que existam dúvidas sobre o nosso real empenho em realizar o tal plano. A imaginação é um mundo perfeito, tudo é lindo, florido e cheiroso. Nem sempre bate com o nosso cotidiano. Não bate nunca.
Para que possamos continuar a ladainha reclamona, que venham dias diferentes, nem melhores, nem piores, apenas estimulantes. Talvez assustadores, meio esquisitos. Nem sempre terminarão em sorrisos à beira-mar com cerveja gelada e fritas. Podem nem terminar.
Que os dias diferentes cheguem logo e nos mudem para melhor.

Eu certamente quis dizer alguma coisa com tudo isso. Fica em aberto para cada um que ler.

3 comentários:

Semiramis disse...

boa sorte...

C. disse...

Adorei este post!!!

Putz, não consegui ver mais nenhum jogo esta semana... mas pelo jeito o jogo do Federer com o Andreev deve ter sido um expetáculo! Perdi, muito triste!

Alexandre disse...

Beira-mar, cerveja gelada e fritas. Com esse clima é uma boa combinação, hein?

E não se preocupe, deu pra captar o que você quis dizer. Esse "alguma coisa" nem os maiores filósofos conseguiram decifrar em 10.000 anos. Quem dera nós pobres blogueiros mortais.

:)

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