28 janeiro 2011

Eu tenho vida, mas não sei o que fazer com ela.

Durante a semana, estava em viagem de trabalho e tuitei algo assim: Tô aqui lendo o histórico e penso: que falta faz um problema bem sério na vida de algumas pessoas, né?

Achei que dava um bom pano pra manga e pra post. Até porque, a minha posição – observadora de fora e analisadora enxerida de tuites – me confere uma visão interessante do assunto e das pessoas em questão.

Primeiro, explicando que não desejo mal a ninguém, não quero que as pessoas tenham problemas sérios na vida.

A questão é que muita gente não sabe o que fazer com a própria felicidade.

É muito mais estiloso sofrer, vamos combinar. Fazer drama, dizer que o mundo te odeia, chorar pitangas. Dá um ar de diva de ópera pra qualquer um.

Quando a pessoa está na mierda mesmo, bem, coitada… desabafar faz parte e é compreensível que qualquer coisinha vire a gota d’água que entorna o copo. Mas veja bem, nessa situação, ela não precisa simular que está sofrendo. Ela está mesmo, é muito claro. Não tem fernandamontenegrisse no ar.

Mas… e diante de uma fase ótima, bacana ou até meio morna, sem coisa boa ou ruim? Parece que tem gente que se sente perdidinha. Para onde correr? Do que falar? Do que reclamar?

Da vida alheia, claro.

E de repente, qualquer outro quieto no seu canto, qualquer vento mexendo uma folha de árvore, qualquer movimento de uma bactéria, que seja, vira motivo de desgosto. Não pode perder a pose de diva né?

Um belo desperdício de vida. Depois, lá com seus trocentos anos, vai se perguntar porque nunca foi feliz.

A felicidade é discreta. Tem que prestar atenção para vê-la, e não perder tempo com bobagem delirantes.

Ou… que ganhe um problema sério de uma vez e encha a cabeça, se só souber viver assim…

O que me dá uma certa, bem, revolta, contra este tipo de atitude é pensar que há pessoas tendo que resolver coisas sérias, barra-pesada, enquanto outros ficam brincando de sentir raivinha do mundo.

Mas, na boa? Sou só uma observadora né? Ainda bem!

Fazendo “équiu” (Seu Creysson mode on).

Um comentário:

Anderson disse...

gostei. claro que o que é morno pra uns, é quente pra outros, gelado pra outros... não dá pra comparar os sofrimentos. mas que tem gente que inventa moda por não ter com que se preocupar, ah, isso tem mesmo, e aos montes, né?
ótimo post.

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