13 abril 2008

As malas torcedoras

Continuando o tema "esportes", aproveito um domingo de finais no futebol e com lances polêmicos para xingar e blasfemar contra um dos tipos de gente mais MALA do planeta : os torcedores fanáticos.
Nada contra ter uma paixão por um time. Gritar, chorar, vibrar. O problema aparece quando este torcedor resolve discutir com o seu adversário.
A racionalidade passa longe destas conversas. Os erros dos árbitros só são considerados para o meu time. A falta é sempre para o nosso lado. Nosso dirigente é mais esperto. Nosso técnico deu um nó tático no seu time. Nossa torcida é a maior e a mais apaixonada.
Você acha que estes dados são acompanhados por planilhas de estatísticas, cálculos elaborados e recortes de jornal? Claro que não. Neste caso, o amor não é cego, o amor cega. Deixa surdo às verdades que não agradam ao seu time. É uma pena que não deixe mudo também.
Somando-se o fanatismo a outros fatores potencializadores (ex. álcool), com a bestialidade própria do ser humano, o que vemos por aí são distintos cavalheiros e damas, que no dia-a-dia são cordatos e respeitáveis, transformarem-se totalmente quando o assunto é futebol. Ficam mais parecidos com o Incrível Hulk ou Darth Vader.
Cada vez mais acredito que este foi um dos motivos para eu não torcer para time nenhum, apesar de adorar futebol. Vai saber se eu não me tornaria uma mala daquelas bem difíceis de carregar. E sem rodinhas.

Um comentário:

Semiramis disse...

Realmente, não dá pra conversar de futebol com um mala-sem-alça-e-sem-rodinha...

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