21 março 2008

Passeios na metrópole

Um pouco tardiamente, vou compartilhar com vocês duas visitas que fiz a SP, em dois fins de semana seguidos.

O primeiro, foi para assistir ao espetáculo Miss Saigon, musical baseado na ópera "Madame Butterfly", de Puccini. Conta a história de amor entre um soldado americano, Chris, e uma vietnamita, Kim, em meio à Guerra do Vietnã. Drama, romance, encontros e desencontros.
Eu tinha uma resistência braba contra musicais. Até hoje, algumas partes me soam esquisitas. Tudo é cantado, inclusive diálogos básicos como "oi", "como vai?", "vou bem, e você?". Acostumando-se a isto, o que podemos ver é uma superprodução, muito bem feita, em todos os detalhes. Os pontos fortes ficam por conta da atuação de Marcos Tumura, como "O Engenheiro" (foto). Vale a pena ver - no entanto, prepare o bolso. Não é fácil e nem barato procurar um pouco de cultura. Mais informações aqui.
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Quer dizer... pode ser fácil e barato sim. O Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz, é um belo exemplo de acesso a cultura sem custo (no sábado é gratuito, durante a semana, simbólicos R$ 4).
O nosso idioma é encantador. E quando você o observa no formato de arte, em quadros, paredes, luzes, desenhos, mídia interativa, o encanto cresce ainda mais. Impossível não ficar meio hipnotizado, orgulhoso de falar de forma fluente a chamada "Flor do Lácio".
A seguir, uma fotinha da parte final da "árvore genealógica" do Português brasileiro.


Háááá... e por essa vocês não esperavam. Passeio isshperto pela Liberdade, o bairro mais embalo do Brasil. Vocês ficam meio bobos quando visitam algum local que só conheciam pela TV? Eu fico...
Apesar de toda a aura oriental, não fiquei com aquela sensação de estar em um "local à parte" da cidade. A mistura é muito grande, claro que os olhinhos puxados predominam, mas você vê e ouve gente de todo lugar. A barraca do tempurá que vende churrasquinho de gato, do lado da barraca da acarajé. Brasil sil sil!
Obviamente, fiz questão de apreciar a culinária local. Tempurá e bolinho de peixe, bem frito, com muito óleo. Meu coração bateu até mais devagar...
Mas o meu xodó são os chás. Adoro uma infusão de qualquer tipo de mato. Sou do tipo que fui medicada com um bom chazinho, antes do remédio "de verdade". E nos casos simples, costuma funcionar. Eu recomendo este da latinha. Não espere nada doce. O leve amargor compõe de maneira perfeita o seu momento de meditação, busca da paz interior e chá quente.


Chá das 5.

4 comentários:

Semíramis disse...

O próximo passeio é no Bexiga, vai ter mais japa q na Liberdade :P

Alexandre disse...

É chá verde? Eu tô ficando viciado nessa belezura. :P

E como vc bem disse, pode ser fácil e barato tirar SP pra dançar, e é delicioso. :)

Raquel disse...

adorei!!!!

Cristina disse...

Eu tenho descoberto muitas coisas grátis ou baratas pra se fazer em Sampa rs :p muito bom!

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