Amizade e Falsidade
Fim de um fim de semana mais agitado que o normal para mim, com 27 anos e espírito de moça caseira desde os 17. Mas rever os amigos é sempre uma delícia, é o que nos motiva a sair de casa e enfrentar esse mundão estranho.
Amigos são amigos, cada um sabe o que eles significam na sua vida. Cada um sabe quais são amigos mesmo e quais são “meia-boca”. Ou deveríamos saber.
Não acredito que amigos falam sempre a verdade, mas sim que trazem a palavra certa na hora certa. Tem horas em que não queremos e nem precisamos ouvir nenhuma verdade, um bom amigo sabe dizer o que você precisa ouvir naquele momento. E o faz de forma natural. A amizade tem esse poder.
Difícil é conviver com os amigos de nome, os que carregam o título, tem o troféu na estante, e na verdade, são umas belas víboras. Que são os Sean Penns e Kate Winslets da sua vida, que merecem um Oscar pela atuação convincente, que engana até os mais espertos.
Não existe forma de se proteger disso. Eles aparecem na sua vida e pronto. E não tem jeito fácil de mandá-los embora, são seus amigos, lembra? Ou abre o jogo e tenta entender a falsidade, correndo o risco de ter um inimigo declarado, ou vai cozinhando em banho-maria, se fingindo de louca, como se nada acontecesse.
Eu evito confronto a qualquer custo. Meu jeito de ser me leva a adotar a tática do banho-maria. Até agora, funciona. Mas eu tenho certeza, um dia não vai mais dar certo. Um dia eu perco a paciência e a razão. E aí, José, o que vai ser?
Nem quero imaginar.
(P.S.: E o Nadal, que perdeu? Nem pra ele esse mundo tá fácil).



