30/03/2009

Então eu escuto



Quem não me conhece me acha quieta e fechada. Quem me conhece mais ou menos, me acha só quieta. Quem me conhece mesmo, sabe que eu até falo em boa quantidade. Eu acho que falo em excesso.
Eu não lembro de ter me arrependido de ter silenciado, mas de ter falado... ah, quem não se lembra de uma palavra a mais na hora errada, do jeito errado?
São dois os ditados que costumo chamar de "bobagens universais" :
1) Os opostos se atraem;
2) Prefiro me arrepender do que faço a me arrepender do que não faço.
O primeiro, é mais claro. Pra que eu vou me juntar com gente que não tem nada a ver comigo?
O segundo, mais complicado de explicar e entender, é o que tem a ver com o tema aqui exposto. Se você pensou, analisou e chegou a conclusão que não deve fazer, não faça. Se você pensou, analisou e chegou a conclusão que você não deve falar, não fale. O silêncio não afirma nada, não deixa dúvida alguma, apenas meia dúzia de pessoas ficam curiosas para ler seus pensamentos, e outra meia dúzia lamenta por não ouvir sua voz, tão maviosa.
Escutar mais, falar menos e se colocar no lugar do outro. O que ele diria? Eu diria a mesma coisa de que forma? Vamos deixar o mundo mais bonito e a nossa vida mais serena.

29/03/2009

Constatações de fim de domingo

Deixei o Radiohead tocar, o que foi a constante dessa semana. Em "True Love Waits", ele diz que "o amor verdadeiro espera em sótãos assombrados, o amor verdadeiro vive em pirulitos e batatas fritas". Disto, eu conclui que envelhecer é simplesmente deixar de acreditar em coisas bem mais legais que a realidade.
E vamo que vamo.

23/03/2009

Just a Fest... or a dream?

Bonsoir!

Como nossa amiga disse abaixo, cá estou eu, para disponibilizar os singelos vídeos dos shows.

Realmente, faltou coisa no Radiohead (senti muita falta de 'No surprises' e 'Street Spirit', pois são as duas músicas que mais gosto deles), mas fui recompensada com todas as outras.

E como uma boa fã quase xiita dos Los Hermanos, vou colocar um vídeo deles aqui. Minha voz está na gravação, mas e daí? Nunca pude ir a um show deles e ontem tive a oportunidade de vê-los após uma looonga pausa, então aguentem a minha voz porque eu estava feliz e tinha que me expressar de alguma forma, nem que fosse cantando... hahahaha

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Los Hermanos sim! Eles tocaram de novo e EU VI!

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E eles... Radiohead! Mais um show histórico e mais uma vez estávamos lá! \m/

Isso é só para deixar marcado no blog, mas tudo o que vimos lá foi muito maior. Ficamos cansados, sujos e com fome, mas só de saber que somos de um grupo seleto, que depois poderá dizer 'Eu estive lá', não tem preço, e nem o cartão de crédito compra. Isso sim é um SHOW! Portanto, se você pode e tem vontade de fazer isso, FAÇA essas coisas, pois mesmo após as dificuldades, ficamos com um sorriso de orelha a orelha :D

Wake... from your sleep

Wake? No momento não. Há sono por todos os lados.
Mas para registrar por aqui o magnífico show do Radiohead e as sensações provocadas, vamos tentar resumir desta forma : dentre as minhas músicas queridinhas, eu queria ouvir "Karma Police" ou "Exit Music (For A Film)" ou "Lucky".
E lá, eu ouvi "Karma Police". E "Exit Music". E "Lucky". Fora "Paranoid", fora "Fake Plastic Trees". Fora "Creep" - no 3º bis (ou seria "tris"?). Fora todo o resto. Sempre falta alguma coisa, mas a vida perfeita não tem graça (é o que dizem, mas nunca saberei).
Na saída encontrei meus companheiros de blogagem Cristina e Alexandre, e através deles conheci a Regina. Todos na van que nos levou para o hotel, Lady, eu e meu amigo Manu, para um incrível sono de 2 horas e meia.
Agora todo mundo sabe que cada um de nós realmente existe por trás do blog hahaha!
*
Lady está resgatando os vídeos e já já eles estarão por aqui. Eu só vou poupá-los das fotos "deitados na relva"...
*
Sim, tivemos Los Hermanos, uma banda que gosto muito e achei que nunca veria. Seria ótimo que voltassem, para mais shows! Assim, em um SESC por exemplo, mais pertinho... "O Vencedor" é meio o meu hino do momento.
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Kraftwerk? Segurem-se, seus alemães chucrutes! Lady e eu estamos preparando um álbum que vai destronar vocês.
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Elegi "Fake Plastic Trees" a minha favorita da noite.
*
Set list
15 Step (In Rainbows)
There There (Hail To The Thief)
The National Anthem (Kid A)
All I Need (In Rainbows)
Pyramid Song (Amnesiac)
Karma Police (Ok Computer)
Nude (In Rainbows)
Weird Fishes/Arpeggi (In Rainbows)
The Gloaming (Hail To The Thief)
Talk Show Host (B-side - Trilha Sonora do filme Romeu e Julieta)
Optimistic (Kid A)
Faust Arp (In Rainbows)
Jigsaw Falling Into Place (In Rainbows)
Idioteque (Kid A)
Climbing Up The Walls (Ok Computer)
Exit Music (For A Film) (Ok Computer)
Bodysnatchers (In Rainbows)
Encore 1
Videotape (In Rainbows)
Paranoid Android (Ok Computer)
Fake Plastic Trees (The Bends)
Lucky (Ok Computer)

(sequência matadora)
Reckoner (In Rainbows)
Encore 2
House of Cards (In Rainbows)
You and Whose Army (Amnesiac)
True Love Waits (I Might Be Wrong)/Everything In Its Right Place (Kid A)
Encore 3
Creep (Pablo Honey)
(final surpresa, pra ir pra casa sorrindo, mesmo sendo um Creep)

19/03/2009

Fator 60


Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça. NOT!
Pelo jeito, no verão do Rio, qualquer weirdo fica feliz. Té domingo, branquelo!
(Fonte: papelpop.com)

18/03/2009

Salve Mozz

Morrissey, o pária
(Trechos da entrevista de Morrissey à revista Technikart, traduzida pela Folha. A entrevista inteira está
aqui, para assinantes Folha ou UOL).

Morrissey, que fará 50 anos em maio, acaba de lançar seu novo álbum, "Years of Refusal" (Anos de Recusa, gravadora Decca/Polydor).
"Tenho horror a drogas. Tenho horror a cigarros. Sou celibatário e tenho um modo de vida muito saudável", diz. E proclama: "Somos reacionários". Mais tarde: "Os Smiths estavam em ruptura com tudo o que sua época veiculava".
(...)
"Na realidade o mundo não quer ouvir apenas Brócoli [Britney] Spears. Também existem ouvintes esclarecidos."
Ofereceram a ele US$ 75 milhões para que reformasse os Smiths. "Eu preferiria comer meus próprios testículos, o que seria uma façanha e tanto para um vegetariano como eu."

PERGUNTA - Você parece permanecer mais no plano da recusa do que no da aceitação. Vem daí o o título de seu novo álbum?
MORRISSEY - É assim que vejo minha posição artística no meio musical. Desde o começo, vejo-me obrigado a recusar todo tipo de pressão. Para juntar à sua volta a grande família das celebridades da cultura pop, você precisa aceitar certas concessões. Não faço parte desse mundo. Isso não é a cultura pop, é a cultura puta.

PERGUNTA - Nos anos 1980, a recusa do nivelamento vinha dos selos pós-punk: na realidade, você se manteve fiel a essa ética, a ética da música indie.
MORRISSEY - Bem... Ao espírito da independência, OK.

PERGUNTA - É isso que significa "indie"? Independência?
MORRISSEY - Originalmente, sim, mas o indie virou um gênero musical, do qual minha música não faz parte. Hoje o indie virou um "look", uma postura, mas, no início dos anos 1980, era uma profissão de fé e também a promessa de alcançar um público muito reduzido. Naquela época era muito difícil os independentes chegarem a um público grande. Os Smiths conseguiram, mas éramos casos isolados.

PERGUNTA - Você usa sua celebridade para obrigar as pessoas a deixá-lo em paz...
MORRISSEY - Não sou uma celebridade. Meu status não tem nada a ver com essa palavra.

PERGUNTA - Esse título de "pária" sempre o agradou? Por quê?
MORRISSEY - Porque é o que eu sou. Eu me sinto antissocial. É a verdade, eu sou um antissocial. Ao mesmo tempo em que tenho milhares de fãs, mal sou tolerado pela indústria, nunca fui convidado pela MTV, continuo a ser um artista à margem. Não é como se eu tivesse sentado e decidido "vou ser um marginal". Eu sou marginal no meu eu mais profundo. Portanto, não tenho escolha.

PERGUNTA - Apesar disso, você se integrou à sociedade.
MORRISSEY - Não, de jeito nenhum. Os valores que a sociedade favorece não são os meus. Não quero formar um casal bonito, não quero me integrar aos clichês de uma vida doce, feliz e perfeita. Já há gente suficiente comprometida com isso -não é preciso que eu também o faça.

PERGUNTA - Isso é recusa ou é incapacidade?
MORRISSEY - As duas coisas. Sou tremendamente individualista. Nego-me a ser capaz de pensar como meus vizinhos. Venho sobrevivendo assim há anos; controlo meu corpo e tenho poucas razões para andar na companhia daqueles que chamam de meus semelhantes.

PERGUNTA - Mas você vai a algumas festas de vez em quando, não?
MORRISSEY - Festas? Não, não. É entediante demais, de verdade. A presença das pessoas me desequilibra. A necessidade de falar... é difícil demais.

PERGUNTA - Com os Smiths, você cantava como é difícil viver no mundo. Esse ainda é um de seus temas mais importantes?
MORRISSEY - Sim. Não é um assunto que varie conforme mudam as tendências. Em todo caso, não vejo como eu poderia deixar de escrever sobre isso: escrever sobre a condição humana, não existe nisso nada de superado. É algo que será sempre atual.

PERGUNTA - Você é uma espécie de mito vivo. Ainda tem alguma coisa a provar?
MORRISSEY - É claro que sim. Para começar, não devo decepcionar aqueles que me acompanham há tanto tempo e que vão continuar a ouvir minhas canções novas. Depois, sempre há novas pessoas a convencer. E há também os artistas à minha volta. Tenho que provar para mim mesmo que continuo a ser essencial a eles.

PERGUNTA - Você ainda pensa que "todos os dias são silenciosos e cinza" ou há dias em que se diverte?
MORRISSEY - Hoje sou mais tolerante comigo mesmo. Quando você é jovem, é mais intransigente, quer a toda hora provar alguma coisa. E então você chega aos 23 anos, sua mãe morre, e você aprende a tolerância.

PERGUNTA - Se você ficasse feliz, teria menos a dizer?
MORRISSEY - Estou disposto a correr esse risco.

PERGUNTA - Com você, é "no sex" e "no drugs"?
MORRISSEY - De certo modo, a contracultura virou uma mentira: findo o lado espontâneo, os artistas do rock agem da maneira que se espera deles, ou melhor, como pensam que se espera deles... Isso virou uma camisa-de-força que é preciso vestir para passar uma impressão de descontraído. Mas, se você olhar os artistas da geração da contracultura, hoje eles se comportam da maneira mais sadia possível. Há uma inversão de gerações, um retorno.

PERGUNTA - As pessoas perguntam a McCartney há 40 anos quando os Beatles vão voltar juntos. E você, nunca vai aceitar as somas colossais que lhe são oferecidas para voltar a tocar com Johnny Marr ou não tem tanta certeza assim?
MORRISSEY - Nunca me acontece de não ter certeza quanto a isso. Ou de me sentir tentado pelo que chamo de concessão. The Smiths foi algo que aconteceu, que teve um começo e um fim e que foi quase perfeito. Não devemos mudar isso.

17/03/2009

Pessoalíssimo

O blog é um reflexo do dono.
Principalmente quando ele serve de penico - não tem escolha, o pobrezinho (refiro-me ao blog... às vezes o dono também não tem escolha, enfim...). Quando você está feliz, nem sempre lembra de escrever, mas se está no lixo, o despejo é por aqui mesmo.
O problema é quando as suas perguntas estão tão mal direcionadas, sem respostas, sem indicar caminhos, quando suas perguntas são apenas pontos de interrogação no fim das frases, quando a linha de baixo fica com o "R:", aguardando a solução, e nada aparece... o que dizer? O que escrever?
Certos são os hispânicos que colocam o ponto de interrogação no começo das perguntas, de cabeça para baixo. Se eu falasse espanhol, pararia neste momento da frase e talvez já não soubesse o que escrever.
A sensação de que algo precisa mudar na sua bendita vida deve ser constante na vida de todos, não é privilégio nem paranoia minha, mas de uns tempos para cá, virou uma sombra. A mudança me persegue até nos sonhos. Só que qualquer movimentação para outro lado da estrada parte de mim, e claro, é aí que a coisa empaca (fase There's a fork in the road ahead).
Também é hora de pensar se a vida está tão frustrante como eu penso ou se um chocolate resolve o mal-humor passageiro.
Por fim, rever todas as ambições e objetivos dos 21, 22 anos. Acho todos ridículos agora. Que tal criar novos? Acho que é só o que resta. O que me dá um pouco de agonia é ver mais gente ficando para trás, cheios de futuro (mais novos) e menos gente indo pela frente (mais velhos). Agonia ou inveja, talvez. Eu só preciso de mais tempo, mas é como se o pêndulo estivesse chegando.
*
Detesto esses momentos, em que você sabe que tem alguma coisa errada, mas não sabe o que é, muito menos o que fazer para resolver. Droga.
*
Mas gente, estou bem. Depois do Radiohead, quem sabe algo me inspire.
*

*
No momento, segue a programação normal : trabalhando-pagando-contas, ouvindo música, andando de bike, vendo milhões de jogos de tênis e aguardando a temporada de F1.

16/03/2009

Pensamento do dia

"Há maneira de ganhar a vida sem vender a liberdade?"

14/03/2009

Momentos de transição

Ih, se você achou que era um post filosófico, FAIL. Não estou nessa fase não. Quando muitos shows acontecem próximos, não dá tempo de ficar pensando "oh meu Deus o que será da minha vida". Tem que aproveitar.
Saindo do mundo Keane e entrando no mundo Los Hermanos/Radiohead. E, em breve, saindo deste para o mundo Oasis/Weezer. Bem, não confirmaram nada do Weezer, são boatos... Mas por favor confirmem! Gosto dos meninos de Manchester, mas a relação com o Weezer é de outro nível (ui...)!
Ainda sobre o Los Hermanos/Radiohead, uma dúvida que tenho é sobre o set list. A banda brasileira está separada faz um tempo, como será o show? Melhores sucessos, o que der na telha dos músicos, novas versões, lado B? E Thom Yorke e cia limitada, que não tem padrão nenhum? Vasculhei trocentos shows que eles fizeram recentemente e, fora algumas canções do In Rainbows que sempre tocam, o resto é uma incógnita. Mas pelo fato de ser a estreia deles por aqui, será que não vão fazer a média e tocar o mais óbvio? Mas existe ÓBVIO para o Radiohead?
Estão vendo, ainda continuo fazendo questionamentos, mas estes são bem mais leves e divertidos que aqueles sobre o que fazer da vida. Carpe diem.
*
Fica a dica : toca o Ok Computer de ponta a ponta.
*

11/03/2009

Just playing along

Lindo. Não arrumei palavra melhor, talvez não haja.
O primeiro show internacional repetido a gente nunca esquece? Se for um show que conseguiu superar o primeiro em qualidade e emoção, nunca mesmo.
Os meninos do Keane estavam animadíssimos e, desta forma, o show teve muito mais energia que o esperado para o estilo deles. Ainda que, por exemplo, "Nothing In My Way" seja uma canção melancólica, cantada com força por uma multidão e pela belíssima voz de Tom, é capaz de você até abrir um sorriso enquanto cantarola "for a lonely soul, you're having such a nice time".
A banda ao vivo impressiona e até "melhora" algumas das canções - qualidade que sempre admirei em cantores e bandas. O estúdio dá uma polida no som, o deixa mais previsível e, claro, corta um bom pedaço do sentimento dos músicos, aquele "extra" que eles só são capazes de fazer quando a empolgação das palmas dos fãs vêm em sua direção.
Tom comunicou-se o tempo todo com o público, muitas vezes em um português até razoável, bem além do "obrigado" e "boa noite". Em inglês, destacou o que um país como o Brasil e a recepção dada a eles aqui significava para um rapaz inglês, que até os 25 anos nunca tinha deixado o seu país. Imagine que você juntou 2 amigos, saiu para tocar e começou a ter fãs em cantos do mundo que mal conhecia pelo mapa. É para se empolgar, realmente. E eles merecem, pois fazem música linda e lindas músicas.
*
Ah, sim, o Fresno tocou antes. Se esforçaram, ok, mas o público deles é outro, e este eles já conquistaram. No show do Keane, os caras da banda vieram para a galera e o vocalista se esgoelava tanto quanto nós. Já ganhou o meu respeito pelo bom gosto ! :)
*
Set list

"The Lovers Are Losing"
"Everybody's Changing"
"Bend & Break"
"Nothing In My Way"
"Again and Again"
"Atlantic"
"This Is The Last Time"
"Spiralling"

(acústico)
"Playing Along" - Tom, voz e violão. De arrepiar. Veja o vídeo!
"Try Again"
"Sunshine"

"You Haven't Told Me Anything"
"Leaving So Soon?"
"You Don't See Me"
"Perfect Symmetry"
"Somewhere Only We Know"
"Crystal Ball"

(bis)
"Under Pressure" (Queen)
"Is It Any Wonder?"
"Bedshaped"
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video
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Hoje é aniversário da Lady!
Joyeux anniversaire !
Joyeux anniversaire !
Joyeux anniversaire, Lady!
Joyeux anniversaire !

09/03/2009

Dando bandeira

Dá uma olhada no meu Last.fm e vê se eu estou empolgadinha com o show do Keane, amanhã, no Credicard Hall...


Saudades, meninos!
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No primeiro show eles me pareciam surpresos e espantados com todo o calor do público brasileiro. Eu acho uma reação normalíssima diante de ídolos musicais, mas essa coisa de latinidade deve fazer diferença. Não sei, precisarei ir em algum show no Velho Mundo ou no Tio Sam para saber como a galera se comporta por lá (olha que esforço terei que fazer...).
Por enquanto, graças a Dios que eles voltaram para cá! Thaaaanks!
*

Gravando o "Perfect Symmetry" : será que eles gostaram do Brasil? Hehe.
*
Clique aqui para ouvir uma música do CD novo que certamente estará no show.
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Tenho que confessar que eu estou sinceramente feliz, como se é quando criança. Boba mesmo, sabe? Na quarta conto tudo aqui no blog.

08/03/2009

Comemorem aê



Alguém a fim de comemorar o tal dia internacional da mulher? Alguém ainda aguenta as piadas de "a mulher tem um dia, os demais são dos homens" e "cadê o dia dos homens"?

Ser mulher é isso, ser mulher é aquilo, é fazer isso, gostar daquilo. Ser mulher é preencher um check-list! Onde vai ser a festa pra eu me acabar comemorando?

Ser mulher é como tudo na vida. Uma hora é legal, outra hora é um saco. Só isso.

Maaass... não vamos bancar a ranzinza logo hoje.

Feliz Dia Internacional da Mulher.

07/03/2009

Dame tu amor, solo tu amor

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Show do Paralamas no SESC. Veja que é muita coisa boa numa frase só : show, Paralamas e SESC.
O SESC tem um ambiente, uma aura, um não-sei-o-quê que só ele tem. Talvez seja o dom de fazer você sentir que aquele show está acontecendo só pra você, em sua homenagem, que a música canta para você, em sua direção. E eles são todos assim, não importa a cidade, tenho certeza.
O show foi um apanhado de grandes sucessos do trio, claro que não todos, senão estaríamos lá até agora. Começar com "Dos Margaritas" já é uma forma de me cativar, tocar "Ska" mantém o encanto, relembrar "Romance Ideal" e "Caleidoscópio", bem, já é covardia.
Pra completar, um calor imenso, pessoas suando em bicas, perdendo o desodorante e a elegância, mas e daí? Não havia aperto algum, dava para todo mundo pular, dançar e cantar a plenos pulmões. Diliça total.
Como se já não bastassem os velhos sucessos, eles tocaram no bis algumas músicas novas - que em breve serão sucessos. Pra matar de vez, Barone mandou um Los Hermanos ("O Vencedor", prévia do Just a Fest) e a banda encerrou com Should I Stay or Should I Go.
Set list do que eu lembro (sem algumas das novas, que ficam pro próximo) :
Alagados
A Lhe Esperar
A Novidade
Bora-bora
Caleidoscópio
Cuide Bem do Seu Amor
Ela Disse Adeus
La Bella Luna
Lanterna dos Alagados
Lourinha Bombril
Meu Erro
O Beco
O Calibre
Perplexo
Romance Ideal
Seguindo Estrelas
Ska
Uma Brasileira
Trac Trac
Vital e Sua Moto
Barone cantando O Vencedor (Los Hermanos)
Sonífera Ilha (Titãs)
Should I Stay or Should I Go (Clash)
E em alguma delas rolou "Sociedade Alternativa".
Pra vocês verem, nem precisou pedir Raul. Banda fina é outra coisa.
*
Gente, agora que eu notei que na assinatura do post ficou a Lady... hahaha!

Chororô


"E ninguém cala esse chororô
Chora o presidente
Chora o acionista
Chora o diretor"

Bem, a letra eu mudei um pouco, porque não quero falar da torcida do Flamengo (sempre criativa, diga-se).
O chororô que já deu e enjoou é o do tal "mercado". Das empresas que encheram o... bolso de dinheiro, surfando na bela onda da economia mundial dos últimos anos e agora só fazem chorar. Alguém falou pra vocês que, ao montar um negócio, vocês iriam lucrar para todo o sempre? Se alguém disse isso, era mentira, sinto decepcioná-los. A não ser que vocês sejam donos de banco ou de motel. Quer dizer, banco, nem tanto ultimamente.
Dar um show de administração em uma empresa que lucra zilhões por ano e produz a 110% de sua capacidade, para um mercado consumidor ouriçado, cheio de crédito fácil e seduzido pelo consumo a qualquer custo, é moleza. Treina um chimpanzé, nosso parente de DNA, que ele lidera essa empresa no maravilhoso mundo do capital comendo uma banana e coçando a cabeça.
Agora que o bicho está pegando, todo mundo começa a se lamentar. Que coisa ridícula, um bando de homens e meia dúzia de mulheres (não temos lá muitas) de alta administração espalhando o chororô pelas revistas, jornais, sites. Só se ouve desgraça : cortes bruscos no quadro de funcionários, fechamento de fábricas, falências, donos pedindo aos governos para salvar a empresa que afunda. E ninguém caaalaaa...
Então, alguém avisa que agora é a hora de mostrar tudo o que os MBAs da vida ensinaram. E se forem cortar, demitir e falir, que pelo menos, o façam com um tantinho de dignidade e ética. Antes era um monte de dinheiro volátil e fictício em jogo, agora é a vida de muita gente.
Uma campanha do ESQVL por menos lágrimas e mais competência no "mercado".
*
Clique aqui para ver uma explicação simples e bem-humorada de como essa crise começou.

04/03/2009

Cobi

Deve ter sido aquele comercial da Fiat do "Amigos para Siempre lalaia laia laia" que me fez lembrar das Olimpíadas de Barcelona, que me fez lembrar do Cobi - o mascote dos jogos. Passava um desenhinho super legal na TV Cultura, eu adorava. O começo da música de abertura voltou à minha cabeça e, claro, o YouTube tratou de resgatar o restante.
YouTube, trazendo sua infância de volta desde 2005.

02/03/2009

Alô? Deus?

"Celular de Deus" desperta interesse na Holanda
Uma linha de telefone que seria do celular de Deus está gerando grande expectativa na Holanda. O autor da iniciativa é o artista Johan van der Dong.
Ao ligar para o número 06-44244901 (0031-6-44244901, àqueles cuja ligação é de fora da Holanda), é possível ouvir uma mensagem automática que diz: "Este é o telefone de Deus. No momento não posso lhe atender, mas deixe uma mensagem ou ligue de volta mais tarde - e quem sabe o que você escutará."
O número direto com Deus, que ficará em funcionamento por seis meses, está recebendo "um mar de chamadas", disse o artista à agência de notícias holandesa "ANP". Ele disse ainda que escolheu um número de celular porque "se encaixa com a ideia de um Deus que sempre está disponível."
Com sua iniciativa, Van der Dong quer comparar o ritual tradicional da oração com o contemporâneo ato de fazer uma ligação por telefone.
(Fonte : Folha Online).
*
Poxa, Deus, não tem como arrumar um número brasileiro? Fazer um 0800? Eu sou muito mais um e-mail! Ficadica.
Eu sei que é infame, mas falou em telefone eu me lembro dessa piada aqui... perdão, Senhor, perdão.
*
UPDATE -> nada a ver com este post, mas sim com este :
Para tudo sem acento! Diga ao povo que Barrichello fica!.

01/03/2009

Me liga (15)



Morgan Parra, jogador da Seleção Francesa de Rugby. A partir de hoje estou largando o tênis para comentar sobre rugby (/brincadeira), mas mesmo assim, ligue-me s'il vous plaît.

Serviço de utilidade pública

Segundo o Oráculo, segue a programação do Just A Fest, mais conhecido como "finalmente o show do Radiohead no Brasil".
São Paulo, 22/3
16h - Abrem-se as cortinas
17h - DJ
18h - Los Hermanos
20h - Kraftwerk (= água, lanche, toilete etc)
21h30 - Radiohead
*
Sério que 21:30 o Radiohead estará no palco? Meia-noite estamos saindo?
Por favor, ingleses, a pontualidade de sempre.
*
Local : Acre ,The end of the world as we know it, Não tem metrô não existe, Chácara do Joquey.
A turma dos caiçaras ainda planeja como chegar, aceitamos sugestões!
*
Para fuçar o Google Maps ouvindo essa aqui.