28/02/2009

Cada um na sua...


... mas com alguma coisa em comum (/free).
Nessas horas, é melhor ser o Lula. Comparado com o tsunami que o Obama vai encarar, governar o Brasil é uma marolinha.

26/02/2009

Fecha o olho e vai

Pois é, depois de arejar as ideias no feriado, parece que a mente limpou-se mesmo. Talvez uma meia dúzia de três coisinhas* tenha passado pela minha cabeça, como comer menos, beber menos e ser menos ansiosa por tomadas de decisões rápidas.
Comer e beber menos, pelos motivos óbvios. Ser menos ansiosa ao esperar decisões é um pouco mais complexo. Parafraseando Britney (é, a Spears), que disse que há dois tipos de pessoas no mundo : as que entretem e as que observam (alguém deve ter dito antes dela, claro...). No meu exemplo, há dois tipos de pessoas no mundo : as que decidem e as que obedecem. Não obedecem porque acham que a sua escolha é a melhor, mas por apenas não conseguirem escolher por si próprias.
Eu já vi gente tremer na base em várias situações : escolhendo sapatos, namorados, empregos. Tem coisa pior que alguém te perguntar, com um olhar angustiado, "o que você acha?", "qual você prefere?". Como eu vou saber? As consequências da decisão serão para você, querido(a). Decide aê.
Há aqueles casos em que a pessoa tenta decidir pelo bem comum, em um grupo. Do sabor da pizza ao destino da viagem. Estamos aí em um terreno mais pedregoso, mas ainda assim, o máximo que vai acontecer é você dar um monte de sugestões até que uma delas seja a que todos querem. Ou não. Nesse caso, passe a decisão adiante, você ao menos tentou. Pode haver ainda problemas de rejeição envolvidos ("buááá, ninguém concorda comigo, snif..."), medo de escolher "errado", de dar uma sugestão e alguém rir, esculachar. Para esse casos, psi-có-lo-go, conhece? Deve resolver.
Eu não digo que perguntar a opinião de outros antes de escolher e decidir seja um pecado mortal. Quando é só uma opinião, é até recomendável, se a questão é cabeluda e você não sabe como lidar com o assunto (ou seja, para questões realmente sérias). No entanto, pense bem : quantas coisas na sua vida são decisões que estão 100% na sua mão? Não muitas, certo? Não é um privilégio "mandar" em alguma coisa neste mundo, nem que seja na bolsa que você vai comprar, no CD que você vai ouvir, no restaurante em que você vai comer, sem se preocupar com o que vão pensar? Para mim é.
Enquanto me perguntarem, eu continuo decidindo, depois só não me chamem de mandona. Eu só fecho o olho, aponto e escolho, simples assim.
Queria que fosse tão simples comer e beber menos...
Direita? Esquerda? Direita? Esquerda? AHHHHHHHHHHHH!

* OFF : Lembrei de uma frase que o Joelmir Beting citou no rádio hoje : "Existem três tipos de pessoas : as que sabem contar e as que não sabem". O que me leva a outra : "Existem 10 tipos de pessoas : as que entendem binário e as que não entendem". Ok, parei.

24/02/2009

Sente a maresia



Um belo feriadão na praia. Claro, estava cheio (não como eu pensei). Claro, havia skindô-lê-lê (um animado mini-Doroteia).
Mas quando você já vai vestida com uma armadura protetora contra tudo o que te desagrada e se decide a ter dias decentes de descanso, nada pode te impedir.
Ah, a pousada foi essa, se um dia forem para lá, digam que eu indiquei :)

19/02/2009

Au revoir


Russian Ballet I 1912, August Mache.

O blog entra em recesso de carnaval, em busca de novas praias e paisagens.
Tuitar-vos-ei a cada novidade que mereça registro. Gostei da brincadeira.

17/02/2009

Orgulho e o resto

Eu estava ouvindo essa música e fiquem pensando na frase "Quem foi que disse que é impossível ser feliz sozinho?", pois, quem foi que disse? Não é impossível, é apenas mais um jeito de viver. Fora que "sozinho" mesmo, é bem difícil ficar. Tenta, para você ver, quando for realmente preciso. Então pensei que me sinto feliz ainda que "sozinha" (no sentido amoroso, o mais óbvio e o que foi abordado na canção) e que a liberdade é quem me faz carinho, e que sinto orgulho em poder curtir a vida sem ter pedras nem espinhos. Então pensei que "orgulho" era uma palavra ruim, lembrou-me dos sete pecados capitais, que atualmente o chamam de "vaidade". Então pensei que já era essa atitude pretensiosa de se dizer orgulhoso por ser ou ter tal coisa, às vezes nem estamos tão orgulhosos assim do que temos ou somos, mas somos felizes, isso sim é o que realmente importa. Então pensei em pesquisar sobre os sete pecados capitais e achei as sete virtudes. E vou falar sobre elas agora.
(É assim que funcionam os pensamentos na minha cabeça. De vez em quando, me assustam um pouquinho).
*
Castidade - opõe luxúria
Auto-satisfação, simplicidade. Abraçar a moral de si próprio e alcançar pureza de pensamento através de educação e melhorias.
Generosidade - opõe avareza
Despreendimento, largueza. Dar sem esperar receber, uma notabilidade de pensamentos ou ações.
Temperança - opõe gula
Auto-controle, moderação, temperança. Constante demonstração de uma prática de abstenção.
Diligência - opõe preguiça
Presteza, ética, decisão, concisão e objetividade. Ações e trabalhos integrados com as próprias crenças.
Paciência - opõe ira
Serenidade, paz. Resistência a influências externas e moderação da própria vontade.
Caridade - opõe inveja
Auto-satisfação. Compaixão, amizade e simpatia sem causar prejuízos.
Humildade - opõe vaidade
Modéstia. Comportamento de total respeito ao próximo.
*
(Fonte : Wikipedia)
*
Breve conclusão de tudo isso :
"Auto-satisfação", "auto-controle", "moderação da própria vontade", "resistência a influências externas", "abstenção", "abraçar a moral de si próprio". Uau. Talvez não dê pra ser feliz sozinho, mas pelo visto, começar a ser feliz é contigo mesmo. Não joguemos essa responsabilidade nas costas de ninguém.
*
Breve conclusão 2 (menos profunda) :
Estou vendo "Vestida Para Casar" pela trocentésima vez porque James Marsden (/Ciclope) é altamente "me-ligante" e a história é engraçadinha. Não há pecado nisso, há?

Apricot

Música repetida-ao-infinito da semana :

"You walked into the party like you were walking onto a yacht
Your hat strategically dipped below one eye
Your scarf it was apricot
You had one eye on the mirror as you watched yourself gavotte
And all the girls dreamed that they'd be your partner
They'd be your partner, and...

You're so vain, you probably think this song is about you
You're so vain, I'll bet you think this song is about you
Don't you? Don't you?

You had me several years ago when I was still quite naive
Well you said that we made such a pretty pair
And that you would never leave
But you gave away the things you loved and one of them was me
I had some dreams, they were clouds in my coffee
Clouds in my coffee, and...

You're so vain, you probably think this song is about you
You're so vain, I'll bet you think this song is about you
Don't you? Don't you?

I had some dreams they were clouds in my coffee
Clouds in my coffee, and...
Well I hear you went up to Saratoga and your horse naturally won
Then you flew your lear jet up to Nova Scotia
To see the total eclipse of the sun
Well you're where you should be all the time
And when you're not you're with
Some underworld spy or the wife of a close friend
Wife of a close friend, and...

You're so vain, you probably think this song is about you
You're so vain, I'll bet you think this song is about you
Don't you? Don't you? "

(You're So Vain - Carly Simon)

Confesso que o Twitter dissolve minhas ideias de postagens em blocos de menos de 140 caracteres. Quando mais que isso for necessário, passo por aqui. Talvez para expandir os mesmos temas em alguns caracteres a mais :)

14/02/2009

Nós, humanos

Toda generalização é injusta - menos esta, claro. Pegando emprestada uma frase de uma amigo meu, "toda generalização condena um inocente" : toda mulher é barbeira, homem não presta, brasileiros são desonestos.
Vivemos num país enorme, influenciado por dezenas de culturas locais e estrangeiras, ao longo de mais de 500 anos de história - aquela contada em livros. Não sei se era piada, mas já ouvi que o passaporte brasileiro é o mais disputado entre os falsificados, porque qualquer um pode passar por brasileiro, com qualquer cara, altura, aparência. Faz sentido.
A diversidade de rostos também aparece no jeito de ser. Tem brasileiro de todo tipo, apesar de o folclore espalhar que existem características tipicamente brasileiras. Como generalizar é mais fácil que manter a mente aberta e conhecer o ser humano um a um, na hora de definir "como é o povo tal?", tudo o que sobra é um bando de estereótipos bem bobinhos.
A introdução é só para comentar esse caso da moça brasileira supostamente agredida na Suíça, por skinheads. Já tivemos de tudo, de xenofobia a auto-mutilação, de discurso patriótico inflamado a discurso patriótico ressentido. Não é possível tirar conclusões sobre o caso em si, que fique nas mãos da polícia e seja bem-cuidado. Conseguimos, de forma bem simplista, resumir :
- Se ela foi mesmo agredida, os suíços ficam com o peso do racismo.
- Se ela não foi agredida e simulou tudo de caso pensado, os brasileiros ficam com o peso da desonestidade.
- Se ela não foi agredida e há algum problema médico, os povos saem limpos. Talvez ainda sobre algo para nós.
E mais uma vez, uma generalização condenará milhares de inocentes. A absoluta maioria de suíços livres de preconceito e brasileiros trabalhadores e honestos. Quer dizer, eu quero acreditar que são maioria. É bom cultivar um pouquinho de esperança na humanidade, seja qual for a latitude ou longitude.

Chegou

A vida é engraçada, se é.
A gente acha que pode ser adolescente pelo tempo que quiser, depois que não é mais adolescente. A gente acha que pode fugir da "vida adulta" - ao menos, fugir da parte chata dela - pelo tempo que achar necessário, até que um dia, inevitavelmente, a vida adulta vai pegar no seu pé.
A gente acha que o supra-sumo da vida adulta é casar e ter filhos, e que, enquanto isso for apenas um distante plano, a fonte da eterna juventude continuará fornecendo a água diária para matar a sede.
Mas a vida é engraçada e sádica. A vida adulta te acha, mesmo que você fuja, mesmo que não seja da maneira mais besta e óbvia, mais casual, um dia ela bate na sua porta, dizendo : "Ok, você cresceu. Hora de decidir, agir e pensar como gente grande".
Chegou. Tudo torto, inesperado e de forma estranha. Perto do meu aniversário, só pode ser de propósito. Talvez seja algo com o número 27...
Nem entro em mais detalhes, que são desnecessários e um tanto pessoais (pessoais meus e de outros), porém, continuando na linha do meu último post, a gente conhece uma pessoa pelos problemas que ela enfrenta e, sobretudo, pela forma como os supera.
Chegou. Parabéns e boa sorte pra mim.

12/02/2009

Você conhece uma pessoa...

... pelos presentes que ela ganha.

... pelas mensagens que ela recebe (ao acaso).

"Gota d'água tirada do mar, grão de areia: são os anos de vida diante da eternidade".
(Eclesiástico 18, 10).

... pelas músicas que tocam para ela.

Clipe que eu vi na TV quando acordei hoje :

10/02/2009

Me liga (14)

Da série "Time is on my side".
Olha, eu não dava 1 real por ele nos tempos de Titanic. Mas esse pode dizer : o tempo só favoreceu.


Leo, you made it.

You Learn, Ironic

Pedacinhos do show da Alanis, na terça passada.
Já se foi uma semana. Como sempre, parece que foi ontem.

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Obrigada Lady, por conseguir colocar os vídeos no blog. A sua internet chique e francesa deu um banho na concorrente espanhola...

09/02/2009

O santo não bate

Deixei os vídeos da Alanis pra outra hora, porque está impossível de fazer o upload. Demora séculos, deixa toda a minha navegação lenta e dá erro no final. Ah, citei minha tentativa no Twitter, que agora possuo, para quem quiser me acompanhar (?). Na verdade, é o Twitter do "Eu Sei Que Você Lê".
Então vou aproveitar para escrever sobre algo que me veio à mente na volta para casa : aquelas pessoas com quem você não simpatiza. Nem na primeira, nem na segunda, nem na milésima vez. A criatura nunca te fez mal algum. Na maior parte das vezes, nem há espaço ou intimidade para tanto. Mas ela não passa na sua garganta nem a pau.
Eu percebo que tenho certa tendência para antipatizar com pessoas com "lábia". Sabe aquele ser que acha que vai conseguir tudo no papo - e geralmente consegue? Faz charme, piadinha, se faz de desentendido, cada um tem a sua tática. Porém, de alguma forma, o folgado passa por cima da regra que for e leva todo mundo na conversa.
Como dá para notar essas situações no dia-a-dia, só de ouvir sem querer (ou por querer) uma conversa alheia, realmente não é necessária a aproximação com essa pessoa. Eu não a suporto, mas sempre à distância.
A dita "esperteza" desse tipo de gente nada mais é que a manifestação do "brasileiro malandro", que consegue tudo na moleza, sem esforço, sem respeitar as regras que os pobres mortais devem seguir. E, não tenho dúvidas, é exatamente isso que faz o nosso país querido ficar na rabeira do mundo. Esperto é quem respeita os demais, não é quem quer sugar e tirar vantagem deles. Ficadica.
Pobre do meu santo.

07/02/2009

Top 5 empregos

Coisas que eu poderia fazer da vida, feliz da vida. Em tempos de Cris*, é bom ser adaptável e flexível. Sua competência não paga os encargos trabalhistas e seu diploma será usado em algum sanitário. Fique de olho.
*
5 - Comentarista esportiva.
Olha que charme : uma mocinha, bonita(?), simpática(?), florida e feminina, tecendo comentários pertinentes em uma transmissão esportiva. Sim, feminina, porque se é pra fazer papel de macho, põe um de verdade. Sim, pertinentes, porque as que fingem entender do assunto já existem aos montes. E me dão vergonha alheia.
Diferencial no currículo : gosto de qualquer esporte, exceto os violentos, entendo as regras da maioria e consigo me controlar para não fazer elogios à forma física dos rapazes. Quase sempre.
*
4 - Stand-up comedy.
Eu faço piada 24 horas por dia. Faço piada até em sonhos, pena que não lembro deles. Transformo qualquer assunto que você me der em risos. Fala um aí... Mas precisaria vencer a timidez diante de desconhecidos (oi, vodca?).
Diferencial no currículo : também há poucas mocinhas no setor. Não faço piadas apelativas ou preconceituosas. A não ser que me peçam. A não ser que me forcem.
*
3 - Tradução de músicas.
Nível avançado de inglês, anos de experiência como ouvinte e cantora de chuveiro, interesse pela cultura dos países de origem dos artistas. Interesse por outros idiomas. Aprendo rápido.
Diferencial no currículo : o meu empenho supera as traduções horrorosas da maioria dos sites de letras de músicas, que simplesmente jogam a letra em algum tradutor on-line ou abrem o dicionário e pegam a primeira palavra que aparece (sentiram a ira?).
*
2 - Degustadora de livros.
Inseguro com sua primeira obra? Querendo antecipar o ponto de vista do leitor? Eu leio o seu livro e te dou o meu parecer. Pode mudar a sua carreira literária! Ou não, mas aí você já terá depositado o meu pagamento.
Diferencial no currículo : gosto pela leitura e pela correção do idioma. Implacável para apontar erros dos outros.
*
1 - DJ.
Para eu poder tocar essa música. Só. E ainda iriam me pagar? Maravilha.
Diferencial no currículo : um gosto musical impecável. Pra quem? Hummm...
*

Canto, danço, malabarizo e me viro nos 30, nos 20...

* Cris é um apelido carinhoso da Crise Econômico-Financeira Mundial.

Fatos jogados

O calor queima meus miolos.
Faço 27 anos na próxima quinta.
Me deu uma vontade repentina de ouvir Rolling Stones.
Ainda tenho emprego (mas a crise assombra).
Quando me perguntaram recentemente quais eram meus objetivos para o ano, eu consegui responder. Eu-con-se-gui.
E a maioria deles é perfeitamente alcançável. Eu tenho futuro.
Mas 27 não é aquele idade amaldiçoada, em que vários ídolos da música pereceram?
É, mas eles também torraram o cérebro com drogas e eu sou careta de doer. Sorte a minha.
*
Dica do dia : não faça bolos com farinha integral, fica horrível.

04/02/2009

Kill the killer

"Hum... qual é essa música? Ahh!! É 'All I Really Want'! Adoro essa música! É a primeira do 'Jagged Little Pill'... Mas que coisa... Eu... Eu não sei mais a letra de cor! Como assim? Eu escutava essa música mil vezes por dia... Esqueci!"
Pois é, o tempo passa e até aquela música que dominava o seu toca-fitas acaba esquecida em um canto escuro da memória. Por isso, é sempre bom revisitar estes cantos e jogar uma luz neles. Nada como um show atual e ao mesmo tempo nostálgico, para ajudar nessa faxina.
Alanis já passou por várias fases de aparência e cabelo, mas hoje está bem parecida com a Alanis de Jagged Little Pill. A energia, a cabeleira sacudida e a voz potente, tudo está presente, tão bom como nos meus 15, 16 anos.
O show começou com uma "Uninvited" que me arrepiou, não sei se pela emoção ou pela proximidade das caixas de som. Tive mais vezes aquele pensamento do início do texto, em outras músicas das antigas, o que só me lembrou de resgatá-las no formato mp3.
Alternando bem novos e antigos sucessos, Alanis deixou todo mundo ligado, o tempo inteiro, às vezes todos cantando mais forte e alto que ela própria. Ela não fala muito com o público, mas é simpática, agradece e dá para perceber o quanto está satisfeita.
Nós também, Alanis. Thank you.

Foto: Globo.com

Em breve, vídeos!

02/02/2009

Joguinho


Se pudesse associar imagens a ela, quais seriam?
As minhas foram essas :


Fique à vontade para sugestões.